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26/03/2022

Jornal Torrejano - Nº 1125 - A um melhor ano. Eventualmente.

Jornal Torrejano – Nº 1125 - 17/12/2021

A um melhor ano. Eventualmente.

Típico da época, os balanços, as listas, as contas feitas. E, contas feitas, é demasiado deprimente picar a checkbox da desilusão. Os problemas que havia, são os que há, somando os que surgiram entretanto. Seria bonito encerrar pelo menos um pendente, ficava bem. As inovadoras “sharrow” a precisar de segunda demão, olham para os torrejanos com um ar envergonhado, testemunhas circunstanciais do evidente. Recuperam-se algumas ruinas, ainda bem. Mas mais ruinas brotam, num processo aparentemente impossível de deter. Entretanto, por motivos de força maior, a vida política nacional vai aquecendo em lume brando. Até se saber para que lado vai cair, é melhor não fazer nada que possa embaraçar o partido. Muito menos balanços ou listas. Natal, passagem de ano, pandemia, e está tudo justificado até às eleições. Os 10 por cento que faltavam resolver, teimam em contrariar o discurso oficial. E o tempo vai passando. A imagem de harmonia entre município e Renova, continua a ser traída por uma grade metálica, imóvel, irredutível. E o tempo vai passando. É de facto um erro crasso elaborar uma lista, numa altura destas. Talvez terminar uma obra ou outra, desse género dos “90% está feito” mas que duram e duram e duram, não fosse má ideia. A malta ficava satisfeita, rematavam uns pendentes, sem correr riscos de levantar polémicas inconvenientes. Win win situation. É só uma sugestão.

Gostaria que o próximo ano trouxesse a atenção merecida ao rio Almonda. Gostaria que os torrejanos o exigissem. Gostaria que as dificuldades financeiras dos bombeiros fossem endereçadas com urgência. A metodologia do balão de oxigénio só protela o problema. E lá estou eu a cair no erro das listas. Irra.

Evitando com grande esforço a enumeração, a pressão da época para tal, lembro que a maior facilidade da maioria absoluta é, poder fazer. Não há grandes desculpas para não acontecerem coisas. Neste contexto torna-se difícil justificar 90% da duração da intervenção com os 10% pendentes. Aguardamos com expetativa se acontecem as coisas certas. As necessárias. Porque daquelas que, passado pouco tempo, precisam de uma segunda demão, já temos. Não são precisas mais.

Embora com muitas reservas, desejo sinceramente um ano melhor a todos.




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